Entregadores por aplicativo fecham trecho da Agamenon Magalhães em protesto nesta sexta (27)
- 27 de mar.
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Categoria está mobilizada em frente ao Classic Hall, no bairro de Salgadinho, em Olinda

Entregadores por aplicativo se reúnem para um protesto na manhã desta sexta-feira (27). Desde as 7h, eles fecharam com as motos um trecho da avenida Agamenon Magalhães, em frente ao Classic Hall, no bairro de Salgadinho, em Olinda. O congestionamento no local é intenso.
De lá, eles vão seguir em passeata para o Palácio do Campo das Princesas, que fica no bairro de Santo Antônio, Centro da capital. Com isso, é esperado trânsito um forte trânsito na avenida Cruz Cabugá, que dá acesso à sede do Governo de Pernambuco, nesta manhã.
Motivação
Os entregadores cobram o aumento da segurança para os trabalhadores e regulamentação da categoria. À Folha de Pernambuco, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Entregadores, Empregados e Autônomos de Moto e Bicicleta por Aplicativos do Estado de Pernambuco (Seambape), Rodrigo Lopes, explicou que a mobilização no Recife ocorre também em apoio aos trabalhadores de São Paulo.
Entregadores por aplicativo organizaram um protesto na Grande São Paulo nessa quarta-feira contra a obrigatoriedade e fiscalização do curso de motofrete e mototáxi.
A formação é exigida para que as categorias possam atuar no estado paulista desde 2009 e, neste ano, passou a ser fiscalizada com mais rigor.
No ato, os trabalhadores também denunciaram que ao menos 27 profissionais tiveram suas motos apreendidas nas fiscalizações. Além disso, foram aplicadas multas de R$ 290 e 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
"Vamos cobrar pela falta de segurança para a categoria, regulamentação dos aplicativos, que é uma pauta que precisa ser debatida, e falar sobre o que está acontecendo em São Paulo, onde estão exigindo o curso de motofretista para trabalhar. Por mais que esteja acontecendo em São Paulo, muitos trabalhadores estão com medo de que essa exigência chegue aqui. As pessoas já estão se matando de trabalhar, ganhando mal, e ainda ter essa obrigatoriedade para poderem trabalhar? Isso acaba com tudo", afirmou.
Curso já é exigido em Pernambuco
Vale ressaltar que o curso de motofrete e mototáxi já é obrigatório em Pernambuco para todo trabalhador que atua nas áreas, como prevê o Detran-PE.
Para fazer a formação, é preciso ser maior de 21 anos, ter CNH tipo A há no mínimo dois anos e não estar cumprindo alguma penalidade de suspensão do direito de dirigir ou cassação da carteira. O candidato também não pode estar impedido judiciamente de exercer seus direitos.
Assim como em São Paulo, o entregador flagrado em Pernambuco sem o curso de motofretista comete uma infração gravíssima que inclui multa de R$ 293,47, 7 pontos na CNH, e retenção da moto até a regularização.
A reportagem entrou em contato com o Detran-PE para mais esclarecimentos e aguarda retorno.
PL dos Apps
Outro foco do protesto da categoria no Recife é a discussão do projeto de lei 152, conhecido como PL dos Apps, que segue em tramitação no Congresso Nacional e será analisado na Câmara dos Deputados. A principal demanda dos entregadores é o estabelecimento de uma de taxa mínima de R$ 10,00 por corrida, com R$ 2,50 por quilômetro adicional em viagens acima de 4 quilômetro. O pagamento integral por entrega agrupada também é exigido.




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